Promotor
Câmara Municipal de Estarreja
Breve Introdução
Companhia Maior e Victor Hugo Pontes
Sinopse
Segue uma via eminentemente física, inspirado pelo potencial do corpo que já viveu muito tempo – um contraponto com a sua experiência prévia de trabalhar com adolescentes. Se na pujança da juventude interfere a falta de experiência e autodomínio, na idade maior as limitações são resolvidas com a experiência de palco. Que idiossincrasias se fazem anunciar na fisicalidade destes intérpretes que têm um longo percurso gravado no corpo? Para esta pergunta, Victor Hugo Pontes propôs-se encontrar uma afirmação coreográfica.
Em cena, corpos de diferentes idades sobrepõem-se para evidenciar o contraste, por um lado, mas também para elogiar a beleza do físico amadurecido: um corpo na dança que perdeu força e velocidade, mas que comporta memória existencial e ganhou definição e intenção. As gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos... um gatilho do passado, para o futuro em aberto, num presente onde, como escreveu Manuel António Pina, “as cicatrizes do coração permanecem”2, em que o esquecimento é também sabedoria e a infância reaparece, refinada.
[1 e 2 ] “A esta hora, na infância neva”, poema de Manuel António Pina em Cuidados Intensivos, 1994.
Ficha Artística
Direção artística Victor Hugo Pontes, Cenografia F. Ribeiro, Desenho de luz Wilma Moutinho, Figurinos Cristina Cunha, Assistência de direção Cátia Esteves, Intérpretes Angelina Mateus, Beatriz Mira, Carlos Nery, Cristina Gonçalves, Dinis Duarte, Du Nothin (Duarte Appleton), João Silvestre, Kimberley Ribeiro e Michel, Paula Bárcia, Consultoria artística Madalena Alfaia, Consultoria musical Hélder Gonçalves, Estagiárias Catarina Gonçalves (Mestrado ESD), Joana Belchior e Mariana V. Pedreiro (Licenciatura ESTC), Companhia Maior - Direção artística Paula Varanda, Coordenação executiva Sofia Gomes, Comunicação e imprensa Raquel Ermida, Vídeo e fotografia João Cardoso Ribeiro, A Companhia Maior é uma associação cultural apoiada anualmente pela CML, ao abrigo do RAAML.
Nome Próprio - Direção artística Daniela Cruz, Produção e difusão Andreia Fraga, Produção executiva Nuna Reis, A Nome Próprio é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto, e tem o apoio da República Portuguesa – Ministério da Cultura/DGArtes.
Coprodução Companhia Maior, Nome Próprio, Centro Cultural de Belém, RTP, Cineteatro Louletano, Theatro Circo, Theatro Gil Vicente
Apoio à residência Comuna – Teatro de Pesquisa, CML – Polo Cultural Gaivotas, Apoio Teatro Nacional São João
Neste espetáculo é usado o poema de Boris Vian escrito para a canção Le desérteur (1954).
Preços